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fevereiro 17, 2005

33 anos!! WoW

Adoro fotografias, até as minhas, e de todas as que tenho esta é a minha preferida.
Como quero ser cremada, não haverá nenhuma sepultura, nenhuma lápide … mas se fosse, seria o meu desejo que a foto a colocar fosse esta.

Eu tinha 4 anos e estava na pré-primaria, um dia depois da escola o meu pai foi-me buscar a casa da minha avó, com quem eu ficava após a creche. Só que neste dia em particular, eu estava em casa da vizinha de cima, ela tinha um piano e mesmo muito velhota costumava tocar à tardinha.
O meu pai chega, toca à campainha, a minha avó vem ao patamar, chama por mim, eu vou a correr, abro a porta da casa que dá para uma escadaria íngreme, desço 4 degraus com os pés, os restantes 8 de cabeça e paro no patamar da minha avó.
Um dia depois cai um dente e no dia a seguir o fotógrafo da vila lembra-se que é altura para a fotografia do ano escolar. Perfeito!

Esta foto sou mesmo eu em criança: as golas do bibe reviradas, o cabelo todo desarranjado, o gancho colocado no cabelo à pressa – se a minha mãe me visse na foto sem ela, levava um raspanete – arranhões, mazelas… um sorriso muito vivo, muito traquina, um olhar alegre, rebelde, meigo e uma pressa de sair dali!

Eu não fui uma criança fácil. Acredito que muitas vezes a minha irmã tenha tentado deixar-me num lado qualquer, de todas as pessoas ela é que ficou mais chocada com a minha maneira de ser. Quando ela pediu uma irmã, queria uma menina para brincar com ela e isso implicava com as bonecas também. Mas eu era mais pistolas. Ela queria uma menina que respeitasse as coisas delas. Mas eu abri a máquina fotográfica para ver como é que aquilo funcionava… e os bonecos … e …

O meu pai também não estava nada preparado para a criança endiabrada. Não que eu fosse uma peste. Mas tinha sempre uma vontade própria muito grande.

A minha mãe … essa foi a minha cúmplice.

De toda a minha vida guardo histórias bonitas, situações admiráveis, pessoas que entraram e partiram, que ficaram e chegaram. Recordo avisos, sugestões e conselhos. Reanaliso experiências e o meu posicionamento daquilo que sou hoje sobre elas…
Debruço-me sobre esta foto, olho no espelho e fico ainda mais feliz … não mantive os arranhões, o nariz está direitinho – ou quase – o dente cresceu, as golas agora andam sempre arranjadas e o cabelo está mais penteado … Mas de tudo mantive o mais importante.

Para mim que respirei, que senti cada segundo dos meus 33 anos… Para mim é uma satisfação, uma alegria, um momento de orgulho pessoal, ver que após estes anos continuo a ter o sorriso vivo, traquina e o olhar alegre, rebelde e meigo.

É bom fazer anos e sentir que estamos no bom caminho. Não estamos a desperdiçar o nosso tempo, a nossa vida.

4 comentários:

Anónimo disse...

parabéns! que não te crucifiquem e passas à eternidade ;-)

Helena disse...

ahahahahhahah
:p

Isso seria o fim da humanidade!!!
Obrigada :d
Jinhoss
Avalone

Anónimo disse...

sorri sempre,pq o mundo precisa de sorrisos como o teu.mtos parabéns!

Anónimo disse...

sorri sempre,pq o mundo precisa de sorrisos como o teu.mtos parabéns!